É possível conhece-los em qualquer lugar, através de seus olhares suntuosos e atraentes ou de suas artimanhas investidas, que sorrateira, fisga seu alvo com um deslumbramento de uma criança quando recebe aquele tão sonhado presente.
Nos primórdios são bobões. São na verdade as vitimas inocentes daquele crime.
Menininhas alvoroçadas se atiram na perfeita brincadeira’Mamãe e papai’.No intervalo da escola mandam beijos, ou, beija no rosto.O menino abobalhado preferiu insulta-la e limpar o beijo recebido.
Oh, destino cruel desta outra que já inicia sua vida com um nerdinho sem noção (sem malicia, se assim preferir).
Mais adiante, o bobão muda o jogo e quem começa a dar as cartas é ele.
Um verdadeiro bangue-bangue de convites para cinemas, danceterias, barzinhos, casa do primo, vizinha, arrumam até festa de desconhecidos, só para laçar seu objetivo.
Algumas dessas sarnas se encontram do outro lado do mundo.Com costume, idioma, religião, cultura, tudo diferente de você.Pronta para a entrega e a animada brecada na procura, a outra se depara com a mudança na sua vida.Aprende outro idioma,envia presente,canta,grita,gasta fortunas com ligações e fala,pois a infeliz fala 26 horas do outro.
Outros preferem bater um papo parado e navegam na guria com seus papos nerdinhos-cults abordando seu lado esquerdo do cérebro de forma cativante que a outra se encanta por este sagaz dom, e again Fran’s Cafés.Cinema qualquer.
Alguns dão presentes (predadores de primeira; capitalistas originais-dão para receber em troca).
Tem também os Paradões. The famous ‘tímido”.Sabe, aquele amigo de escola,que é loucamente apaixonado por você mas nunca chega ?Você faz charme mas não adianta,ele é a ultima bolachinha.
A outra sai beijando (sabendo já, que você não esta dando as cartas, pois esta você perdeu há um bom tempo, na verdade esta apenas ensinando para o vencedor da próxima rodada).
Outros vem borbulhando de amor para dar,mais velhos,saidinhos.Tem as palavras certas,as provocações exatas.Dando água na boca da guria, aquele gostinho de esta panela faz comida boa demais.
Tem também os mais chegados que aproveitam a situação e deixam bem claro, sou seu amigo, mas quero algo mais.Conversam sobre tudo, sabem tudo mas querem saber mais.
São tantos outros, a cada dia aparecem um diferente ou igual.
Eles variam seus modos, jeitos, trejeitos.
Agulhas e farrapos.
Um valete de copas, um A...
Eu não venho, amigos, para roubar seus corações.
(Julio César, ato III)
Por fim ,os desejos continuam, e surgem outros e mais outros.